“Ninguém sabe dos gatos persas”. Um filme sobre como é ouvir Strokes no Irã.

7 abr

por SQ.

Encontrar pessoas interessadas em tocar em uma banda de indie rock; conseguir lugares pra ensaiar e gravar um disco demo; organizar uma pequena apresentação da banda e a partir daí tocar em mais lugares. Tudo isso parece muito fácil de ser realizado. Ainda mais pra quem vive numa capital; e outra: estamos no século XXI. Entretanto, nesse filme, isso tudo parece… a coisa mais difícil do mundo.
leia na íntegra.

Eles também estão no século XXI e vivem numa capital, mas tem um pequeno detalhe: eles estão em Teerã.

O filme do iraniano Bahman Ghobadi conta a história de um casal (que a gente não sabe se é um casal realmente ou se são apenas dois amigos) que tenta formar uma banda de rock contemporâneo. Com algumas músicas gravadas eles saem a procura de integrantes para compor o grupo e poder sair do Irã e fazer shows na Europa.

Só que logo no começo a gente já se depara com os obstáculos que eles terão pela frente: não é preciso nem dizer que o indie rock não é o estilo predileto das rádios iranianas; os poucos jovens que se arriscam a fazer música são geralmente presos (como o próprio casal havia sido anteriormente); para poder sair do país é preciso esperar muitos anos até conseguir uma autorização oficial, ou se pode tentar pagar para alguém conseguir um passaporte e visto falsos. Esses são só alguns dos problemas que eles terão pela frente. Para correr atrás do sonho eles terão que arriscar suas economias, e principalmente, suas vidas.

As muitas tomadas externas possibilitam conhecer um pouco dessa capital tão desconhecida e temida por nós, ocidentais. Durante todo o filme o diretor faz questão de realçar o cotidiano da capital iraniana, abusando dos planos onde a cidade é a protagonista. Por ser um país com governo autoritário e totalitário, fica a curiosidade de saber se o filme foi filmado às escondidas, ou se o diretor sofreu alguma retaliação, pois é evidente a crítica contra os abusos cometidos pelas autoridades e a opressão que sofrem os indivíduos deste país.

Os atores dão vida aos personagens com atuações convincentes que nos fazem rir durante boa parte do filme e, sobretudo, nos emocionam contando uma história de busca pela liberdade de “ser o que quiser ser” independente do país que você estiver. Acima de tudo, o filme é bela homenagem a todos os músicos iranianos que vivem em seus “esconderijos” fazendo aquilo que mais amam: música.

“Ninguém sabe dos gatos persas” venceu o prêmio de melhor filme pela crítica do público na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no ano passado.

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2 Respostas to ““Ninguém sabe dos gatos persas”. Um filme sobre como é ouvir Strokes no Irã.”

  1. espirrodabrisa 7 de abril de 2010 at 14:43 #

    Se a música for ruim (e provavelmente é) nem devia merecer sair do país mesmo.

    Lembra do taxista iraniano que encontramos?

    Há um programa muito bom no GNT (ou Globo News, ou Multishow, não me lembro ao certo), chamado “Não Conta lá em Casa”. Trata-se de três jovens que viajam para os cantos mais fechados da Terra. Já foram pra Coréia do Norte, Iraque e outros. Vale a pena assistir.

  2. strikingquadra 14 de abril de 2010 at 21:31 #

    ta muito bom esse programa ai… nao conta la em casa; passa na multishow.

    passei uma madrugada toda vendo… vou deixar o link, vale muito a pena.

    abracos!

    http://www.youtube.com/results?search_query=nao+conta+la+em+casa+ira&aq=f

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