Uma balada do século 21 para jovens do século 21.

9 nov

por SQ.

Na última semana estive em São Paulo e dessa vez consegui conhecer o clube Alley. A casa tem capacidade para 150 pessoas, e logo de cara, já passa aquela impressão que eu tanto gosto: intimidade. Era como uma cena de uma balada futurística em um filme dos anos 70. E aí eu pensei: nós estamos aqui, no século 21.

alley entrada Foto: Divulgação

O esquema da Alley é bem direto. Dois andares. No piso de entrada temos a pista e o balcão do bar. Subindo as escadas encontramos um ambiente delicioso para descansar um pouco as pernas e poder levar um papo. Há dois vidros que possibilitam a visão dos trilhos que dão acesso ao terminal da Barra Funda. A partir das quatro e meia da manhã já é possível ver os primeiros trens que passam.

É no segundo andar que também ficam os banheiros, sempre limpos. A propósito, essa idéia de contratar uma pessoa pra ficar limpando a balada em tempo real é muito boa.

E ainda tem a maravilha da lei anti-fumo. É uma delícia sair da pista e perceber que suas roupas e seus cabelos não estão com aquele cheiro horrível.

alley - parte de cima Foto: Divulgação

Feita a descrição, eu gostaria de falar um pouco da noite específica em que conheci o lugar. Era sexta-feira e era dia da festa carioca A Maldita. Não conhecia quase nenhuma música, mas todas eram acolhedoras, o que fazia com que o corpo espontaneamente entrasse no ritmo gostoso de interação com a pista.

Estava no andar de cima quando pensei ter ouvido um som do The Thrills. Desci e confirmei. Era Big Sur. Nunca tinha ouvido essa música numa pista e nunca havia pensado que ela poderia ser uma música para pista. A surpresa foi gratificante.

Desde então não subi mais. Permaneci na pista e no álcool até o corpo pedir água e comida. Não fiquei pra fechar a balada, mas fui embora com uma impressão muito boa e com a vontade de voltar em breve. No meio das boas esquisitices b-side-indie meus ouvidos ainda reconheceram Bodysnatchers do Radiohead…

… e a incrível Push do The Cure. Pra mim, o clímax da noite. Após os longos minutos de introdução, a casa inteira, agora reunida na pista, ecoava os primeiros versos: Go , go, go! Push him away! … No, no, no! Don’t let him stay! Nesse momento eu estava em casa, e claro, pedi mais uma dose.

Anúncios

3 Respostas to “Uma balada do século 21 para jovens do século 21.”

  1. Conrado 9 de novembro de 2009 às 17:04 #

    “E ainda tem a maravilha da lei anti-fumo. É uma delícia sair da pista e perceber que suas roupas e seus cabelos não estão com aquele cheiro horrível.” Nossa, que frescura!

  2. Vinícius silvestre 10 de novembro de 2009 às 9:49 #

    prefiro noites com hits de pista..

    quando é Pop-up deve ser mais divertido.

  3. leticia 10 de novembro de 2009 às 13:56 #

    eu acho o alley incrivel.. independente da festa, sempre me divirto. mas a pop!up ainda é a melhor festa na minha opinião.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: