Richard Dawkins. O cara? Ateu Radicalista? Ou Burro?

12 nov

por SQ.

richard dawkins Foto: Divulgação.

Século 21. Vamos falar um pouco sobre um intelectual contemporâneo. Ele é o cara que os religiosos odeiam, os agnósticos pseudo-eruditos chamam de burro, e os ateus vangloriam. Quem será que está certo? Elimino a opinião dos pseudo-eruditos porque por si só já se exclui. Resta entender o porquê da idolatria dos ateus e do ódio dos religiosos, que provavelmente conhecem Dawkins pelo livro Deus, um Delírio, mas que talvez desconheçam sua biografia, e suas obras anteriores. Começamos com seu primeiro livro, escrito em 1976, que o colocou no rol dos maiores biólogos de seu tempo. O Gene Egoísta.

GENE EGOISTA

Nesse livro, Dawkins muda a perspectiva evolucionista, antes baseada no organismo, para o gene. Ele explica que o organismo é apenas uma “máquina de sobrevivência” do gene, cujo objetivo é a sua auto-replicação. É aqui que entra o conceito do meme e da memética.

Apaixonado pela evolução, Dawkins já recebeu o apelido carinhoso de pitbull de Darwin, parodiando Thomas Huxley, que era chamado de bulldog de Darwin. Após o Gene Egoísta, Richard escreveu outros livros que explicam a evolução contra a teoria do design inteligente. Muitos livros têm tradução para o português pela Cia das Letras.

Seguindo essa linha de trabalho, Dawkins lança enfim o polêmico Deus, um Delírio, convidando as pessoas a um pensamento direto e conclusivo: se a evolução é um fato como todas as evidências mostram que é, então toda essa história de criação do mundo por um deus é a pior das lorotas já contadas, como dizia George Carlin.

DEUS UM DELIRIO

Após esse livro, muitas pessoas ficaram horrorizadas, outras ainda mais em dúvida e há também as pessoas que já não acreditavam em deus e começaram a sair dos armários, ou seja, começaram a não temer e expressar suas opiniões acerca da religião de forma livre, como o próprio Richard esperava que acontecesse com quem terminasse de ler seu livro. Mas aí podemos perguntar: tudo bem… a evolução é um fato e deus não criou o mundo, mas pra que escrever um livro desses? Pra fazer um proselitismo ateísta e provocar os religiosos causando discórdia? É óbvio que não. Assim como ele não escreveu os livros anteriores para defender a evolução, já que um fato é um fato e não necessita de defesa para se sustentar. Na verdade ele apenas esclarecia a evolução diante das constantes inverdades que lhe eram atribuídas.

No caso de Deus, um Delírio, o principal questionamento é: por que permitimos que a religião cometa tantos abusos contra a humanidade sem ser punida justamente por ser “intocável”? Para citar os abusos gastaríamos horas e mais horas mostrando os infinitos abusos e tentando os classificar em seus respectivos graus de opressão contra o ser humano. No entanto, falaremos aqui de apenas um, e talvez o principal. O abuso contra as crianças.

É na doutrinação de crianças que consiste o pior abuso psicológico que se pode imaginar. É incutir na cabeça de alguém, ainda tão novo e alheio ao discernimento, que determinada crença é a verdadeira e que quem nela não acredita vai sofrer para sempre em um lugar chamado inferno. Curiosamente os principais vilões nesse caso são os próprios pais. Isso e muito mais está em Deus, um Delírio.

Após a publicação de Deus, um Delirio, Dawkins poderia muito bem não escrever mais nada. No entanto, sua paixão pela contribuição cientifica o fez escrever um novo tijolo de 800 páginas. Classificado como praticamente uma enciclopédia, o novo livro, chamado A Grande História da Evolução, conta justamente a historia da evolução na terra de uma forma elegante e atualizada, com as devidas correções e ressalvas que apenas reforçam ainda mais o evolucionismo, que ainda era teoria na época de Darwin, mas que se faz absolutamente fato nos dias de hoje, ou pelo menos para as pessoas bem esclarecidas que enxergam o sol além dos óculos-de-sol.

grande historia da evolucao2

Feita a mostra desses três livros de Dawkins podemos enfim voltar às questões iniciais do post. É evidente que só poderíamos tirar a conclusão mais concisa após ler os três livros. Porém, nada impede a opinião livre de quem quiser se pronunciar. Lembrando que todos os comentários passam primeiro pela aprovação do moderador do blog, o que é padrão no WordPress; e que todas as respostas serão publicadas, exceto é claro, as que fugirem do nível opinativo para o nível exclusivamente ofensivo. E antecipando algumas réplicas dos anti-Dawkins, não publicamos livros que refutam, ou pelo menos tentam, as idéias de Dawkins como o livro O Delírio de Dawkins pelo motivo óbvio. Este é um post sobre Richard Dawkins e seus livros, não sobre terceiros.

Que tirem suas próprias conclusões, sempre livres.

* no link direto no Youtube há o restante das partes que compõem a entrevista completa de Richard Dawkins durante sua visita ao Brasil na FLIP (Festa Literária de Paraty).

Para confirmar sua importância além do mundo científico, finalizo o post com um vídeo de uma música de José González, que declarou ter sido influenciado diretamente por The God Delusion (Deus, um Delírio) enquanto compunha seu último álbum, In Our Nature (disponível aqui para download).

Abram (Abraão)

Abram either wake up or go to bed.
You’re sleepwalking with a delirious head.
You were programmed a long, long, long time ago
Your stories are old, old and your acclimation is slow.

Not much of what you say makes any sense.
Cook up some myths, then ask for obedience.
Even though you mean well, well most of the time,
you’ve aided delusion and created bias in our minds.

Go to sleep.

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13 Respostas to “Richard Dawkins. O cara? Ateu Radicalista? Ou Burro?”

  1. Ricardo Lamacchia 12 de novembro de 2009 às 5:23 #

    Citar Dawkins como um porta-voz de temas como filosofia e religião, é como pedir para que o Pelé resolva o último teorema de Fermat.
    Não é à toa que faz tanto sucesso entre os ateus, que na sua estupidez aceitam sem questionar tudo o que for dito na forma mais azeda contra a fé e razão. Gabriel, se você está tentando tornar-se um mártir de Birigui e atrair multidões com essa pseudocultura, pode esquecer. Quer dizer então que o blog virou uma autarquia? Ninguém mais pode opinar senão os próprios ateus? E por que não citar “O delírio de Dawkins” como refutação?

  2. Gabriel Soares 12 de novembro de 2009 às 12:41 #

    Amigo. Coloquei os tres livros e alguns videos para que vc leia ou assista algo antes de soltar opinoes kamikazes como essa.

    Pra vc. Ele é o cara? Ateu radicalista? Ou Burro?

  3. Conrado 12 de novembro de 2009 às 19:05 #

    Pra mim ele é o cara.
    O cara chamado Dawkins. Se antes de entrar no debate e dizer bobagens é aconselhável ler os 3 livros, acho que também é bom ler a Bíblia antes de criticá-la. Não como seria necessário comer merda pra saber que não é boa, acho que é preciso realmente conhecer as coisas. Para alcançar o nível cultural do debate podemos ler os livros que o Dawkins leu, ou podemos basear nossas impressões nas ideias pasteurizadas e resumidas que encontramos dele por aí. Podemos gastar horas sentados, estudando, nos dedicando à teoria, ou podemos também aprender pela prática.
    Em uma avaliação ignorante como a minha, acredito que ele tenha um papel importante, à medida que ajuda a derrubar muitas crendices. As religiões estão cheias de absurdos.

  4. Leonardo Stockler 13 de novembro de 2009 às 11:39 #

    Eim, que história é essa de que “agnósticos pseudo-eruditos” o chamam de burro? Primeiro eu gostaria de saber quem e porquê são pseudo-eruditos. Outra coisa: de onde você tirou que os ateus vangloriam esse cara? Se fosse fala dos neo-ateus então concordo, já que a prática dawkiniana condiz com o proselitismo ateísta, mas ora, eu sou ateu e não vanglorio Dawkins nenhum!
    Aliás, permita me dizer que esses primeiros parágrafos demonstraram um nível de absurdez surreal. Ora, que ateus são esses que IDOLATRAM alguém? Você não me dizia que o ponto chave e a vantagem do ateísmo era justamente a sua iconoclastia e a inexistência de amarras que ligassem-no a alguma doutrina qualquer? Ou vai me dizer que foi só um jogo de palavras?
    Além disso, o artigo cai nas próprias armadilhas. Se o alvo do livro são as religiões por que ele não se chama Religião, Um Delírio? Chamo a atenção nesse meu comentário para o mesmo ponto que abordei no post sobre o Saramago porque é um erro cometido na base da insistência e teimosia: confunde-se Deus e Religião e quando questionam a Sua existência o fazem simplesmente elencando as incontáveis atrocidades das principais religiões.
    Pois bem, isso é fácil, qualquer um pode fazer. Mas em que ponto, exatamente, compromete a existência divina.
    Desde já imagino o tipo de resposta que me seguirá: “discutir a existência de Deus é uma punhetação”, “de nada serve a metafísica”, “discutir isso é perda de tempo”.
    Mas, como é o caso, quem não aguenta bebe leite.

    • strikingquadra 13 de novembro de 2009 às 13:38 #

      Epa. Olá.

      Vamos lá. Me parece que vc levou muito a serio o verbo vangloriar e quis demonstrar um certo desprezo pelo britanico que foi tema desse nosso post. No entanto, nunca ouvi falar de prática dawkiniana, e pra ser sincero achei um excesso de importancia, contradizendo seu non-care. Aliás, talvez isso seja justamente pelo fato de vc ainda nao ter lido nenhum livro dele. Esse post é justamente para isso, para convidar a leitura de suas obras.

      Agora o nivel de absurdez surreal. Realmente nao entendi o exagero e creio que foi apenas para enfeitar e chamar atencao. De onde vc tirou que ateus nao idolatram ninguem? Ateus nao podem ter Jimi Hendrix, Godard, ou mesmo Dawkins como idolos? Por que nao? Se eu te disse alguma coisa generalizada sobre os ateus foi justamente que é impossivel generaliza-los. Somos completamente distintos e talveza unica coisa que nos fazem parecidos é a descrenca em qualquer ideia de deus.

      Pra terminar. Pare de vez com essa historia de confundir deus e religiao. Nem Saramago nem Dawkins confudem deus com religiao. Primeiro pela obviedade. Se cometessem um erro tao imbecil vc acha que eles teriam seus livros publicos e seriam ouvidos no mundo inteiro como sao? Segundo pq uma coisa esta ligada a outra. O problema é o abuso que a religiao comete no mundo. E a religiao só comete esse abuso pq sustenta a ideia de um deus. Portanto é necessário mostrar a falacia que há nessa ideia de um deus, mostrar esse delírio. Refutar sua base e depois sua consequencia.

      Antes que já comece a pensar em uma retoricazinha para refutar essa replica, peco que acalme-se um pouco e pense realmente nisso que acabo de dizer. Pense como pessoa normal. Esquece os livros que vc ja leu ou a ideia de intelectualidade que vc enxerga em vc. Feito isso, vc entenderá e pelo menos nao cometerá mais esse equivoco.

      confunde-se Deus e Religião e quando questionam a Sua existência o fazem simplesmente elencando as incontáveis atrocidades das principais religiões.

      Ultima pergunta. Como vc pode dizer isso sendo que ainda nao leu nem Deus, um Delirio? Eu já li e te digo que ele nao eleca simplesmente as incontaveis atrocidades. das principais religioes. Sinceramente nao sei pq insistir nessa ideia.

      Abracos.

  5. Velho Lobo 13 de novembro de 2009 às 17:02 #

    Achei que enxergar o sol além dos óculos-de-sol nos tornaria cegos.

  6. Leonardo 14 de novembro de 2009 às 12:44 #

    Ao contrário do que o teor de minha mensagem indica, eu estou calmo, haja visto que até fiz uma piadinha no final de minha postagem. Você me conhece como pessoa e sabe que não sou disso.
    Pra responder sua postagem terei de começar pelo final dela. Reconheço que é um erro nunca ter lido Dawkins e querer debater os livros dele sem conhecê-lo é, ainda mais, insistir no erro, mas nem de longe estou propondo disso. Estou dizendo aqui apenas o que li nos dois artigos que foram publicados no seu blogue, o do Saramago e o do Dawkins e, se para podermos comentar os artigos aqui publicados e a postura dos dois intelectuais é necessário que se leia os livros dele, então a falha não está em quem não leu, mas nesta exigência propriamente dita. Que tipo de posturas, artigos e declarações são essas que exigem um conhecimento extenso sobre a obra dos seus donos? Porque, não só esses artigos, mas dei uma revisada nos vídeos do Dawkins no youtube e adquiri uma certa simpatia pela figura do sujeito. Por isso é injustificada a sua afirmativa de que, para tecer alguma opinião a respeito, seria necessário ler a obra dele. Ué, se eu o estivesse elogiando você não diria isso.
    E não entendo qual o problema da “retoricazinha” e seu desprezo por ela. Você quer que tenhamos uma discussão como, de que jeito? Ou você é contra a discussão?
    Agora, continuando: você nunca ouviu falar em prática dawkiniana, mas eu também não, porque acabei de inventar isso. E o próprio conceito que acabei de criar foi superestimado por você mesmo, porque quando digo “prática dawkiniana” só estou falando daquilo que Dawkins faz e diz enquanto ateu, que condiz com a militância ateísta que tanto você quanto os neo-ateus defendem.
    E veja bem, eu não disse que os ateus não podem vangloriar alguém. Eles, de fato, vangloria enquanto pessoas e não enquanto ateus, porque isso seria uma contradição à própria idéia que eu e você temos de ateísmo. Ora, eu vanglorio o Carl Sagan por incontáveis questões, mas eu faço isso como o indivíduo que sou, e não enquanto ateu. Entende? É necessário separar porque, pelo que você disse, fica parecendo que vangloriar Dawkins é quase uma necessidade ao ateu, tal como a adoração de Jesus é necessária ao cristianismo.
    Aí eu fico sem entender porque você me diz que não podemos generalizar os ateus no mesmo momento em que diz que os ateus vangloriam o Dawkins. Vamos dar nomes aos bois: quem vangloria esses caras são os neo-ateus, e só.

    Continua… (porque senão vai ficar muito grande)

  7. Leonardo 14 de novembro de 2009 às 12:50 #

    Quanto ao terceiro parágrafo, esse é o pior de todos. Só digo uma coisa: Paulo Coelho, e aí uso o mesmo argumento que você usou. Se ele fosse tão ruim, você acha que milhares de pessoas leriam esse cara?

    Sobre a religião e Deus: discordo. Acho que o abuso só acontece porque as religiões são e funcionam como instituições. E, se estou certo, a confusão da qual falo continua surtindo efeito. O produto vendido pelas instituições religiosas é Deus, mas a crença em si, a transcendência, o misticismo, nunca dependeram e, ouso dizer, sempre funcionaram na contramão das práticas religiosas e institucionais.

    Agora, tem que parar com essa idéia boba de “Antes que já comece a pensar em uma retoricazinha para refutar essa replica, peco que acalme-se um pouco e pense realmente nisso que acabo de dizer.” Porque eu poderia dizer a mesma coisa e aí não sairíamos do lugar. Eu tô aqui pra conversar e trocar idéias, mas é óbvio que no meio do caminho acabo fazendo piadas, da mesma forma que você faz provocações, na maioria das vezes.

  8. Gabriel Soares 14 de novembro de 2009 às 13:58 #

    Nao há como comparar Paulo Coelho com Dawkins. Paulo Coelho escreve ficcao, e apesar de ser uma bosta muita gente pode consumir sua literatura e isso o faz famoso no mundo inteiro.

    O que eu disse sobre o Dawkins ser ouvido no mundo inteiro, me referia a comunidade cientifica. Como cientista ele é levado a sério pela maioria dos cientistas e do mundo cientifico. Isso que eu quis dizer. Se ele tivesse falando uma bobagem ele nao seria levado a sério.

  9. Leonardo 14 de novembro de 2009 às 18:42 #

    De fato é uma visão BEEEEEEEEEEM ingênua sobre a “comunidade científica”.

  10. Fabricio Vital 15 de novembro de 2009 às 16:45 #

    ” Deus , um delírio” , não poderia haver título melhor para a obra de Dawkins , pois é exatamente essa idéia que tenho desse ” suposto ser superior ” , já foi cientificamente provado que a fé é física , não há nenhum fenômeno extra corporal nela, é quase que como uma necessidade humana acreditar em algo , e convenhamos , é bem mais confortável acreditar que há um ser superior zelando por nós , que fomos divinamente criados , que nos considerar mera matéria desenvolvida e pensante .

    Dawkins é um grande pensador , desenvolveu boas obras , mas realmente não é idolatrado pelos ateus , é simplesmente uma fonte de idéias e pensamentos a respeito. Sempre paro e me pergunto , o porque da existência de um ” deus ” , é algo tão desnecessário . Seriamos tão mesquinhos que precisariamos de um ” deus” pra zelar por nós , e nos conduzir por um caminho correto de “bondade”? e se esse suposto deus seria tão vaidoso e tivesse tamanha presunção que precisasse de adoração ?

    Eu acredito na matemática e na física que fazem com que meu carro me leve onde desejo , que permitem que eu responda esse post com meu notebook , acredito na medicina , na genética .
    Retire da evolução humana “deus” , pouca coisa mudaria , não me arrisco a dizer que estariamos melhores , porém muita coisa ruim deixaria de acontecer , agora imagine a sociedade humana sem a eletricidade , como estariamos ?

  11. Albert Guedes 21 de março de 2010 às 1:44 #

    Religião é um tema passional porque mexe exatamento naquilo que a ciência fica fora: o íntimo das pessoas.

    Levar em conta a negação de Deus apenas com argumentos dialéticos, é inútil. Sinto dizer, mas Dawkins foi tendencioso em “Deus – um delírio”, como muitos críticos – inclusive ateus – atestaram.

    A evolução mesma, no máximo prova que o homem não veio de Adão, mas de um nodo da evolução dos hominídios (homem não veio do macaco como exageram os contestadores, veio de um descendente comum aos macacos pela teoria), mas ainda assim não prova que Deus não exista.

    Fato é que Deus só é considerado como criação da mente humana e não como um ser de fato. Então os ateus não podem esquecer de citar milagres, aparições, profecias, etc e provar que todos esses “fenômenos” são frutos unica e exclusivamente de atividade natural e humana, ai estarão começando a contestar de um modo correto.

    Se uma pessoa não acredita em Deus porque não vivênciou algo assim, racionalmente não pode afirmar que Deus exista – e nem que não exista.
    Mas se um ateu tentou de tudo pra manifestar algo de Deus e nada, esse sim pode afirmar que acha que Deus não existe. Ele TEM que “achar” porque toda teoria nunca é acabada, somente muito bem descritiva, pode perguntar pra qualquer cientista que ele vai confirmar isso.

    Pra mim Deus existe, porque milagres existem, e já vi muitos, e não acho que só “argumentos lógicos” vão fazer eu refutar este fato, pois seria como se usasse “argumentos lógicos” para negar que minha mão existe sendo que to usando ela pra coçar meu queixo.

    Não espero convencer ninguém a crer em Deus assim.
    Na minha crença, Deus sabe de cada um e cada um terá sua própria prova, o que apenas quero é acabar com discussões que só geram ofensas tanto da parte dos que creêm difusamente quanto dos ateus mais exaltados.

    Lembrando novamente: Deus só se prova tendo experiência com ele, e não falando dele.

    Fiquem na paz amigos.

  12. Yuri S. C. 27 de setembro de 2010 às 15:56 #

    “os agnósticos pseudo-eruditos chamam de burro, e os ateus vangloriam. Quem será que está certo? Elimino a opinião dos pseudo-eruditos porque por si só já se exclui. ”
    Ok, você eliminou os agnósticos pseudo-eruditos; mas os que não são pseudo-eruditos e que acham que Dawkins tem um ‘B’ de burrice?
    E os ateus que pensam de modo semelhante?
    São pseudo-eruditos todos que pensam que Dawkins é pateta?

    Att,
    Yuri

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