Os Famosos e os duendes da morte!

10 jan

por Marina Y.

Naquela cidade, cada um sonhava em segredo. O menino sem nome conheceu a garota sem pernas. A garota sem pernas mostrou o mundo como conhecia. Ele, que não tinha nome, embarcou. Por um tempo, andaram na mesma direção. O que para um era sina, para outro era um mistério. Eles poderiam andar juntos sob o mesmo trilho, mas nunca seriam esmagados pelo mesmo trem.

Baseado no livro homônimo de Ismael Cannepelle, Esmir Filho aborda, com uma temática universal pouquíssima encontrada no cinema brasileiro, uma história sobre a juventude, que, apesar de acontecer num cenário inovado, prossegue com os mesmos problemas atemporais, destacando as angústias relacionadas à instabilidade e a fugacidade da vida.

O menino sem nome, vendo seus dias passarem numa pequenina e isolada cidade no sul do país, anseia por livrar-se de todas as angústias dentro de si, provocadas pela recente morte do pai, o afastamento da mãe, a obsessão pela garota suicida, a incerteza sexual e a falta de perspectivas – fatores apenas sugeridos no filme, sob uma atmosfera nebulosa.

De suas duas únicas opções, a internet e a ponte, ele opta pela primeira, onde passa a conhecer novos universos, escrever sobre suas mágoas e compartilhar a sensação de vazio de uma geração desnorteada.

Quando um homem estranho retorna à cidade, a memória de eventos passados leva o jovem a uma jornada melancólica e desencadeia vários acontecimentos em sua vida, até então, monótona e previsível.

O filme, contado em ritmo lento e guiado pela doce música de Bob Dylan, tem poucos diálogos e é recheado de metáforas. Confira abaixo uma prévia:

“Os famosos e os duendes da morte”, que tem estréia nos cinemas prevista para março de 2010, foi altamente premiado. Ganhou o Troféu Redentor de melhor filme de ficção e o Prêmio Fipresci da Critica Internacional, no Festival do Rio 2009. Levou, também, o prêmio de Contribuição Artística no Festival de Havana, Cuba, e participou do Festival de Locarno, na Suíça. O longa, na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, rendeu uma sala lotada de cinéfilos e aplausos quase ensurdecedores. E não parou por aí… Esmir Filho ganhou o prêmio de melhor diretor internacional no Festival Internacional de Valdívia, no Chile, e, além disso, conquistou um lugarzinho na renomada revista francesa “Cahiers du Cinema”.

“Os famosos e os duendes da morte” conseguiu mostrar ao mundo uma nova faceta do cinema nacional.

ps – a Marininha tava lá na pré-estréia pra conferir em primeira mao. – orgulho SQ =)) [que]

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