Salinger e suas influências na música e no cinema.

4 fev

por SQ.

Salinger morreu velhinho semana passada. Dedicaremos este post a ele e suas obras que influenciaram uma porrada de gente, inclusive na música e no cinema, que é o que iremos citar aqui. Seu livro mais famoso é O Apanhador no Campo de Centeio, e confesso que não li nada além deste, mas depois de escrever aqui pretendo ler alguma de suas outras obras.
leia na íntegra.

A mais conhecida relação de Salinger com o mundo da música é devido ao Mark Chapman, o assassino de John Lennon, que carregava “O Apanhador no Campo de Centeio” quando matou o beatle em Nova York.

Robert Smith, que já escreveu Killing an Arab em homenagem ao O Estrangeiro de Camus, se inspirou em Salinger para compor “Bananafishbones”, faixa do “The Top”, disco dos anos 80 do Cure.

Antes de se chamar Blur, a banda inglesa se chamava Seymour, personagem ancião dos Glass, família que esteve em vários trabalhos de Salinger.

Quem leu o Apanhador e gostou, de certa forma simpatizou com o Holden. Nos EUA uma banda gostou tanto que resolveu ter o nome de The Caulfields, referencia ao sobrenome de Holden (Caulfield). Uma gravadora indie também leva o mesmo nome.

Belle & Sebastian também faz parte dos grupos que homenagearam Salinger em suas musicas. A banda citou “O Apanhador…” em “Le Pastie de la Bourgeoisie”.

Pearl Jam faz referencia na música “In hiding”. Eddie Vedder disse uma vez à revista “NME” que a música é uma metáfora sobre tentar encontrar a casa de Deus, “como se Ele fosse um recluso; você encontra a casa Dele, abre Sua caixa de correspondência e descobre que está cheia de junk mail”.

O último disco do Guns’N’Roses tem a canção “Catcher in the rye”

No cinema, as referencias devem ser muitas…encontramos apenas algumas que vamos citar aqui.

O filme “Encontrando Forrester”, de Gus Van Sant, faz referência explícita. O escritor William Forrester é uma espécie de Salinger, ao escrever sua obra-prima cedo e depois abandonar a vida pública e a literatura.

Em “Teoria da conspiração”, Mel Gibson vive um motorista de táxi psicótico, que acha que todos estão contra ele. Compulsivo, compra todas as cópias de “O apanhador” que consegue encontrar pela frente, sem nunca ter lido o livro.

A atriz Zooey Deschanel, do filme “(500) Dias com ela” e também do duo She & Him, não escapou do estranho nome tirado do romance “Franny e Zooey”.

Existem poucos filmes inspirados nas obras de Salinger porque ele não gostava de adaptações. Isso começou depois que Meu Maior Amor (My Foolish Heart, EUA, 1949), filme inspirado em um conto seu, foi lançado. Ele detestou o resultado e decidiu que suas obras nunca mais se transformariam em filmes.

Dicas de leitura:

O Apanhador no Campo de Centeio
Franny E Zooey – A Familia Glass
Carpinteiros, Levantem Bem Alto A Cumeeira
Nove Estorias

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