Si può fare – Dá pra fazer! “Somos loucos não estúpidos”.

19 set

por Gabriel Soares.

Nello é um sindicalista convidado a organizar uma cooperativa de trabalho em um manicômio. Chegando lá ele conhece uma dúzia de personagens que cativarão os espectadores. O riso vai correr solto; não pela suposta imbecilidade dos “loucos”, mas por sua capacidade de enxergar um mundo diferente do visto pelas retinas ordinárias das pessoas “normais”.
leia na íntegra.

Nello organiza uma cooperativa de trabalho onde cada um dos pacientes irá exercer uma função. Em pouco tempo ele consegue cativar os pacientes com a idéia de cooperativa, onde cada pessoa é dona do negócio e todos são sócios.

O que era pra ser apenas uma recreação receitada pelos médicos acaba virando um trabalho de verdade e levado a sério por Nello. Nesse momento gera-se um conflito entre o médico do manicômio e Nello que é acusado de iludir os pacientes com a proposta de um “trabalho de verdade”.

Com um roteiro encaixadinho, o filme não escapa de alguns clichês óbvios, entretanto, se baseia em uma história real de várias cooperativas em manicômios que funcionaram e ainda funcionam na Itália.

Os atores encarnam personagem riquíssimos em potencialidades e divertidíssimos cada um a sua maneira, como por exemplo, Nick Lauda, fanático por formula 1 que vai ser o motorista da cooperativa. Mas tem um detalhe, Nick nunca engata a terceira marcha, fica apenas na segunda, pois considera o automóvel um veículo muito perigoso, afinal ele trabalhou muitos anos no autódromo; sabe o que diz.

Meu predileto é o senhor Ossi, uma mistura de Fito Paez, com um personagem de algum quadro do séc XVI, que ainda lembra o ator de O Pianista misturado com um humanóide do Avatar. Ossi é exageradamente tranquilo, e quando não está se penteando (sua atividade predileta) ajuda a cooperativa separando sobras de madeira que se encaixam umas nas outras.

Uma espécie de “Um estranho no ninho” italiano, Si puo fare é um filme que poderia muito bem ser um seriado, tamanha é a riqueza de carisma dos personagens e das tramas envolvidas. Um filme que arrancou uma das gargalhadas mais longas da minha vida.

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