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Be Stupid!

7 maio

por Lucinha Assumpcao.

No último ano, onde a crise se tornou a macrotendência da moda, criadores e grandes marcas se dividiram em 2 grupos: os que acreditavam na volta do clássico como “porto seguro” contra a crise; e os que preferiram dar risada de toda a situação e apostar na auto-ironia.
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Alexander Mcqueen – R.I.P.

14 abr

por Eidglas Xavier.

Foi confirmada esta semana a morte por suicídio do estilista Alexander Mcqueen. Ele morreu em Londres aos 40 anos no dia 11 de janeiro depois de ter alcançado um grande reconhecimento do seu trabalho.
É fato que Mcqueen antes de pensar moda pensava arte, ele tinha um olhar clínico sobre algo, de alguém com uma cabeça atormentada; fato.
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Ano 2000 era futuro?

15 mar

por Serginho Colombo.

Em meados da década que passou, ouvi a seguinte frase, “Ano 2000 era futuro há pouco tempo atrás” (Humberto Gessinger – Disco GLM – Faixa 04 (Túnel do Tempo).
A princípio, achei genial como com brevidade fora escrito tal fragmento, pois tal data (2000) era esperada com tamanha ansiedade, que acaba fazendo com que olhemos para trás com um certo pingo de vergonha por termos dado tanto crédito ao bug do milênio tão tentador.
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Magrela fever

8 dez

por Vinícius Silvestre.

Ecológica e divertida, a bicicleta ganha as ruas mundo afora.

Photobucket

Não é só por que o Cop15 começou, já faz um tempo que a galera antenada começou a adotar as bicicletas como veiculo e também como acessório. A bicicleta permite que a locomoção seja agradável e não esconde a produção de moda de quem a dirige, em Paris há dois anos, desde que a prefeitura instalou o Vélib, sistema de ciclovia que interliga as estações de metrô uma legião de novos ciclistas tem invadido as ruas, na sua maioria jovens, modelos e estudantes todos devidamente montados.

bike fashion bicicles fashion

Paris Hilton, Kate hudson e David Beckham são só algumas das celebridades que já foram vistas passeando de maneira feliz e displicente com suas magrelas, quanto à personalidades mais interessantes Sarah Lerfel, proprietária da loja conceito Colette vai trabalhar todos os dias com a sua. Em Nova York são tantos os nomes estrelados que curtem suas bikes que o Swiss Institute acaba de lançar o calendário “ Artists on the Bicycles New York ” fotografado por Lukas Wassmann com doze famosos e suas bicicletas estampando os meses, nomes como Ryan McGinley, David Byrne e Terry Richardson.

Ryan on bike

Até mesmo blogs de street style foram criados afim de estreitar ainda mais a conexão entre moda e veiculo ou estilo e consciência, como queiram. Os mais famosos são o http://www.copenhagencyclechic.com

E o da http://www.chictopia.com/topshop_bikeclub_contest

Enjoy!

Coco avant Chanel – Um filme sobre a mulher que não apenas lançou moda… redefiniu o comportamento.

13 nov

por Lucinha Assumpcão.

A biografia fundamental não apenas para quem pretende ingressar no mundo da moda…mas para todos que buscam, de qualquer forma, trazer o novo e quebrar as regras.

coco-audrey-1 Foto: Divulgação.

Qualquer pessoa com o mínimo interesse por moda com certeza já ouviu falar em Chanel. Mas o que nem todos sabem é que muito antes de se tornar uma marca mundialmente reconhecida, um século atrás, Gabrielle Chanel era apenas uma mulher que, com seu olhar único, começava a mudar para sempre o cenário da moda. E é isso que mostra o novo filme de Anne Fontaine, Coco avant Chanel.

Começando com um pequeno olhar sobre a infância de Chanel em um orfanato, o filme mostra diferentes fases da vida da estilista antes de se tornar reconhecida. O foco nos detalhes nos dá uma visão do que a inspirava e mostra sua capacidade de se apropriar de referências do cotidiano e transformá-las em ícones que são revisitados até hoje por muitos estilistas.

Em um mundo cheio de excessos e falsidades, Chanel se destacou pela simplicidade. Nada passava despercebido. Uma viagem à praia, onde ela observou os pescadores trabalhando, resultou nas listras bicolor que se tornaram parte da história da marca. A convivência com freiras enquanto criança se tornou mais tarde na aposta do preto/branco como uma combinação revolucionária e chique.

Em um primeiro momento, entre toda extravagância da época, seus trajes eram motivo de comentários e críticas. Porém, com a Primeira Guerra, o estilo descomplicado e minimalista de Chanel fazia sentido, onde a formalidade e a presunção não eram mais bem vindas. As pessoas abertas ao novo compreenderam que aquele era o figurino sob medida para os novos tempos.

Ela buscava acima de tudo libertar as mulheres. Baniu os espartilhos do vestido para poder dançar melhor e se apropriou do guarda roupa masculino vestindo calça para conseguir andar à cavalo. Enquanto muitos tentavam manter a imagem de “mulheres intocáveis” em plena guerra, Coco Chanel desenhava modelos próprios para trabalhar, pensando na praticidade e conforto.

coco-avant-chanel-coco-before-chanel-22-04-2009-9-g-ok Foto: Divulgação.

Durante sua trajetória pela moda, criou ícones que são até hoje objetos de desejo. A combinação p/b, o sapato bicolor, o colar de pérolas, o tweed, o vestido preto básico, a camélia como flor-símbolo da marca, o tailleur, a bolsa matelassê…e o perfume Chanel N.5!

Se olharmos para o trabalho de estilistas contemporâneos, veremos que muitas de suas estratégias ecoam o que Chanel já fez. Há quase um século atrás ela misturou vocabulário de roupas femininas e masculinas e criou um sentimento de luxo íntimo, em lugar da ostentação.

Chanel não criava apenas roupas…delineava um novo comportamento.
Foi uma das primeiras mulheres a viver além de seu tempo. Visualizou a própria vida da maneira como queria e compreendeu que a liberdade era a maior das inovações para a época. Com suas criações ela deu poder às mulheres, transformando seus movimentos, seu modo de sentir e vestir.

Ela conseguiu realizar com excelência um dos maiores desafios da moda: Ter uma visão singular…resultando em um estilo universal! Fazia roupas para o presente, mas criava moda atemporal!

“A moda passa, o estilo permanece”( Coco Chanel)

Para quem vive nas grandes cidades, o filme se encontra em exibição nos melhores cinemas. Para os outros, disponibilizamos o download aqui.

Para baixar: Coco Avant Chanel + legenda.

Be cool!

7 nov

por Vinícius Silvestre.

Internet, falta de pauta e anos 90.

Anos 90. barrados no baile

Não é incrível ter acesso a uma plataforma que te deixa um pouco gênio? Um pouco chefe de tudo? Dá pra trabalhar em casa, comprar roupas, laricas, pornôs malucos, dá pra ler Proust, as entrevistas do Hans Ulrich e o mais legal de tudo, foder com o mundo corporativo. A Internet nos tornou finalmente donos de nossos desejos, não somos mais escravos dos outdoors, das revistas, e da tv. Com a mídia de massa em colapso o consumo de massa também não funciona, esse é o ponto.

Com relação à moda, foram as redes sociais, o amplo compartilhamento de fotos, e os blogs de street style os grandes responsáveis pela descentralização não só do mercado, mas também dos chamados “trendysetters” pessoas pioneiras em adotar comportamentos e produtos influenciando e disseminado tendências e o consumo.

A moda tornou-se democrática. Não existe mais “A tendência”; o que se vê são inúmeras possibilidades que variam, de pessoa para pessoa o que justamente a moda quer endossar: o comportamento e a exposição. Uma das possibilidades divertidas que se anuncia é o revival da década de 90.

90's anos 90 nineteen style

Todo mundo concorda que os anos 90 foram difíceis, depois da exagerada e glam década de 80 o povo achou que ser chic era ser chato, datam desse tempo o surgimento dos seriados adolescentes, do grunge, e de uma moda engessada, foi nessa época que o conceito de tribo se fortaleceu, assim como os estereótipos de beleza americano-Universal: cheerleaders e jogadores de futebol americano.

Nessa década, das duas uma: ou você era um minimalista boçal ou um fantasiado afetadão. Graças ao bom senso coletivo a releitura moderna da década é cheia de autocrítica, kitsch, e bom humor. Rola usar tubinho preto recortado com aquela bolsinha chanel fake da avó, usar camisa xadrez em cima de regatas folgadonas com jeans rasgado (muito grunge) e até sair por ae fazendo a linha fitness com legging, camiseta e tênis cantarolando “Let’s get physical… physical”.

Só não banque o chato, o velho, o lobo, o solitário…

Acho cafona.

Get on your dancing shoes!

12 out

por Vinícius Silvestre.

Estava tudo muito colorido, muito hype quando S, B, C e companhia invadiram as telas de nossos computadores e mandaram avisar pros magazines que agora é a vez do preppy. Embora os moçoilos estejam no upper west side, suas escolas seguem a tradição britânica dos institutos preparatórios. Daí que os legais cansaram de brincar de ser criança e resolveram crescer, mas não muito. Nessas escolas meninos e meninas desfilam alfaiataria, e é isso que o povo cool anda vestindo. Por ordem de mercado e senso de realidade mesmo, os stylists das grandes publicações reduziram a elementos básicos esse universo pro mundo copiar, e ele vai. Eu vou.

São elementos simples, além do preppy o gótico é também uma referência trazendo cores mais sóbrias, tudo é recortado e de modelagem rebuscada ora mais ajustada ora desestruturada, muitas regatas, jóias prateadas e tiras elásticas, mas o que é mais acessível são os sapatos para eles e para elas, sempre com pegada masculina, amarração, bico fino, em couro (fake se possível) e até os coturnos voltam a ser a ordem do dia.

Foi-se o tempo dos tênis, das cores, das estampas… Se for pra causar use alfaiataria, brilho, paetê, cetim ou couro e os meninos estampas de caveiras, crucifixos, e detalhes em foil. As calças skinnys continuam dominando.

Você está aquém de tudo isso? Não segue modismo, ou é contra o consumismo? Vá de hering e calce as botinas do seu pai, só não pode deixar de se divertir brincando de ser outro sendo você.